No domingo, fomos à festa de finalistas do meu filho, que este ano conclui o pré-escolar, mais uma etapa no seu, ainda breve, percurso académico.

Enquanto assistia às apresentações, apoderou-se de mim um misto de emoções ora de orgulho, ora de nostalgia. Senti orgulho, porque o meu filho está inegavelmente a crescer de forma saudável e isso é visível em todos os seus gestos e palavras. E nostalgia, porque a cada etapa concluída sinto que “perco” mais um bocadinho do meu filho para o mundo e, se por um lado sei que é isso que é suposto acontecer, por outro, também sei que cada vez ele precisará menos de mim e do pai para alcançar as suas próprias metas.

Na verdade, também vou ter saudades deste tempo descomplicado onde não há lugar a “TPC’s” ou avaliações a cada período. Terei  também saudades dos beijin.hos da educadora ao meu filho, todas as tardes. E ainda, de podermos fazer gazeta só para ficar no miminho, no dia de folga do pai.

Paralelamente, começam agora, a surgir os primeiros receios em relação às mudanças que se avizinham e quanto às formas de as encarar. Afinal, a mudança para o primeiro ano é “a” mudança e marca o início de um novo paradigma quer ao nível da educação quer ao nível da perceção do mundo que o rodeia, a começar por uma escola maior e caras novas.

É indiscutível que as crianças têm uma capacidade mágica para se adaptar a novas realidades e, na maioria das vezes, onde os adultos vêm problemas, elas vêm oportunidades de aprendizagem, mas apesar disso, o nosso instinto protetor começa, ao mínimo sinal de mudança, a ecoar uma sirene nas nossas cabeças, dando lugar a perguntas sem respostas – será que ele se vai adaptar?; Será que vai fazer amigos?; E a/o professor/, como será?. Na verdade, todas estas perguntas terão uma ou várias respostas e de nada nos adianta querer responder a todas elas antes do tempo, na medida em que apenas estaremos a privar os nossos filhos de novas vivências e experiências.

Por agora, ele é Finalista. Em setembro começa uma nova etapa nas nossas vidas, com mais responsabilidade, é certo, mas sem nos esquecermos, nunca do fundamental – ler e escrever é, por ventura, a mais fácil aprendizagem de um aluno, no entanto é a brincar que a criança compreende o mundo à sua volta, o sente e experimenta e, se por um lado as notas são importantes, a criança que está por detrás delas é muito mais.

 

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