Recentemente assistimos à notícia do nascimento de mais um bebé real.

Muito se falou sobre o aspeto de Megan Markle aquando da sua aparição pública, após o parto. Comentou-se acerca do seu aspeto inchado e, principalmente sobre a, ainda, proeminente barriga.

Se por um lado, alguns consideraram que a escolha do vestido foi um erro, por evidenciar demasiado uma barriga pós-parto, por outro lado, muitos outros aplaudiram a escolha, por de facto a duquesa se apresentar como uma “mãe real” acabada de dar à luz.

Apesar da maquilhagem, dos saltos altos e de todo o glamour da casa real inglesa, Megan acabou por passar uma mensagem muito importante a todas as mulheres e a uma sociedade, em geral.

Se é verdade que há mulheres que recuperam a silhueta, de forma quase imediata, por outro lado existem também, aquelas para quem a genética não será tão simpática e que, até recuperarem a sua forma, as espera um longo caminho, não só do ponto de vista físico como emocional.

Ser mulher e mãe, trás consigo essa mesma dualidade – passamos a ser mães e quase nos esquecemos, que antes disso, já éramos mulheres.

Ao nascimento de um filho, passamos a viver os nossos dias, de forma quase exclusiva, com a preocupação centrada no bem estar daquele ser tão pequeno e frágil.

Não é invulgar ouvirmos mulheres contar que durante o primeiro mês dos seus bebés, andavam diariamente de pijama pela casa, amarravam o cabelo e não conseguiam sequer tomar um banho que demorasse mais do que 3 ou 4 minutos.

E, mesmo quando apoiadas pelos maridos e/ou pais das crianças, essa sensação de águia protetora do ninho não desaparecia e mesmo que lhes fosse permitido terem um tempo para elas, continuavam ali a contemplar a sua cria.

Na verdade, é isso que a sociedade espera de uma mãe. Dedicação total ao seu filho.

Mas, a mesma sociedade que lhe exige isso, também exige, paradoxalmente, que a mulher, agora mãe, continue a andar arranjada, de cabelo arrumado, unhas pintadas, ah e não esqueçamos, elegante como se de uma estrela de Hollywood se tratasse.  Como se “ser mãe” fosse uma personagem fictícia que abraçamos para um qualquer ato de representação.

Mas quem é mãe sabe bem que dar banho a um bebé não é compatível com anéis e pulseiras ou até mesmo relógios. Andar a correr no parque não se coaduna com saltos altos agulha de 10cm. Preparar uma sopa sem cabelos à mistura só é possível com um coque bem apertado no cimo da cabeça. Adormecer um bebé com os cabelos soltos é experimentar um novo conceito de tortura por puxão. Bom, e mudar uma fralda requer uma enorme perícia de fuga aos jatos de água, e não só.

Então, por vezes, quando vemos uma mulher que achamos que perdeu o glamour depois de ser mãe, não sejamos injustos, ela não perdeu nada…apenas se aperfeiçoa no seu novo papel de mãe, para que dele possa  (re)surgir um novo conceito de mulher, igualmente glamourosa,  mas sem dúvida muito mais madura.

Não quero com isto dizer que ter um filho é contraditório ao de ter um aspeto cuidado e, principalmente feminino. Pelo contrário, ser mãe dá-nos uma responsabilidade extra de ser “a” mais bonita de todas as mães, aos olhos dos nossos filhos. Ser mãe é vestir um fato invisível para o resto da vida e ainda assim saber escolher o modelo adequado para cada ocasião.

 

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