Alice Rosário, estudante de Arquitetura Paisagística no ISA (Instituto Superior de Agronomia) participa no programa Re-Food em Alvalade, como voluntária há mais de um ano. Tendo sido sempre uma experiência bastante positiva conta-nos agora um pouco sobre a sua experiência e como podemos fazer parte deste tipo de voluntariado.

O projeto Re-Food de inspiração de um cidadão americano residente em Lisboa, nasce em 2010 e pretende desde essa altura combater o desperdício alimentar por parte dos restaurantes. Faz isso diariamente, obtendo as sobras de inúmeros restaurantes e distribuindo em centros um pouco por toda a cidade onde inúmeros voluntários trabalham para recolher e distribuir estes alimentos.

O projeto tem recolhido ao longo dos últimos 9 anos inúmeros voluntários sendo a Alice uma de muitas e está aqui o seu testemunho:

Testemunho da Alice

 

    1 – Como é trabalhar no programa Re-Food?

São horas bem passadas a fazer o que gosto.

    2 – Já tinhas participado em outros projetos semelhantes?

Sim

    3 – Em que consiste o trabalho?

As tarefas do meu turno são de recolha ou ajuda no centro.

    4 – Como se organiza o trabalho? Turnos, horas de trabalho?

A recolha passa por recolher alimentos e refeições nalguns restaurantes da zona e a ajuda no centro passa por arrumar limpar e receber algumas famílias que aparecem na procura de alimentos que recolhemos.

Estamos claro organizados em turnos e as horas de trabalho dependem da comida que existir e do nível de trabalho.

    5 – O ambiente é agradável?

Claro! É muito agradável.

    6 – Quanto tempo um voluntário tem de despender para participar nesta iniciativa?

No meu caso os turnos são de 2h, 1 vez por semana, mas pode ser diferente consoante o que estiveres disposto a fazer.

    7 – Porque te inscreveste?

Queria experimentar e tinha algum tempo livre e interesse em conhecer o projeto que me parecia bastante diferente de outros projetos também relacionados com alimentação.

    8 – Como te inscreveste?

Em primeiro lugar contactei o re-food pelo facebook para saber mais informações, e depois desloquei-me ao Centro do refood alvalade onde faço hoje voluntariado.

    9 – É difícil ser voluntário e estudante ao mesmo tempo? Como conciliar essa realidade?

Por vezes é um pouco complicado, principalmente naquelas semanas cheias de testes e trabalhos ou em época de exames. Mas cada um tem de se saber organizar de modo a conseguir conciliar tudo e com vontade será com certeza possível.

    10 – Achas que fazes a diferença na tua comunidade participando neste projeto de solidariedade?

Acho que faço diferença apesar de ser bem pequena. O desperdício alimentar continua a ser algo que devemos combater. Com o refood combatemos um pouco e ainda conseguimos ajudar famílias e pessoas em dificuldades, mas ainda existe muito trabalho pela frente.

    11 – Aconselhas outros jovens a fazê-lo? Sim? Porque?

Aconselho jovens a fazerem voluntariado em qualquer que seja o projeto. São horas bem passadas onde ajudamos e conhecemos novas pessoas num ambiente de entreajuda e colaboração.

 

Ser voluntário na Re-Food

 

    12 – O projeto Re-Food é apenas uma componente social ou é também mais qualquer coisa? Faz diferença na tua vida pessoal? O que te ensina?

É uma componente social, mas acaba por mudar a tua vida pessoal. Conheces novas pessoas, estás num ambiente diferente, vives novas experiências e consegues sentir que o teu trabalho contribui para uma realidade diferente quer a nível de desperdício alimentar quer a nível de ajuda a quem mais precisa. E infelizmente em Portugal ainda precisa muita gente.

13 – Planeias continuar neste projeto durante o resto do teu curso? Como vais conciliar tudo?

Sim, estou a planear continuar neste projeto mesmo quando acabar o curso. Conciliar depende de cada um e da organização de cada um, mas acho que se o tempo até agora não foi muito problemático acho que no futuro também não vai ser.

    14 – Aconselhas outros a fazer este voluntariado? Qual o teu conselho para alguém que esteja indeciso em entrar numa iniciativa destas?

O meu conselho é experimentar. Só depois de ires e fazeres é que sabes se gostas ou não. E sê sincero acerca da disponibilidade para não te comprometeres com o que não podes fazer, apesar de eu ser da opinião que se é algo que queres fazer arranjas sempre tempo.

 

Para mais informações ou se quiseres juntar-te à família Re-Food podes consultar o site do projeto ou o Facebook.

 

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