Não são precisos mais estudos científicos para comprovar a importância e os benefícios da escrita. No entanto, a rotina e falta de tempo onde vivemos constantemente imersos, levam-nos a que, por vezes, negligenciemos a devida presença dos livros no nosso quotidiano. Se, porventura, o que te falta são boas sugestões ou a escolha certeira das obras a eleger, aqui ficam seis propostas que não vais querer perder.

 

1. Sinais de Fogo, Jorge de Sena

A obra mais conhecida do autor português do século XX consiste num retrato autobiográfico localizado na nação portuguesa dos anos 30 e com a guerra civil espanhola a surgir também no cenário. No entanto, este livro de Jorge de Sena inclui uma forte e intensa reflexão sobre o amor, o papel da mulher naquela época histórica, relações extramatrimoniais e sobretudo a nível estético e político.

 

Créditos da Imagem: Goodreads

 

2.Quem Manda no Mundo?, Noam Chomsky

Nascido a 7 de dezembro de 1928, Noam Chomsky é considerado por muitos como “o pai da linguística moderna”. O autor deste bestseller publicado em maio de 2016 efetua ao longo da obra uma vincada e detalhada análise aos centros de poder globais, dissecando minuciosamente o papel assumido pelos Estados Unidos da América e pela China, a Europa e a zona do Médio Oriente. Exibindo a distribuição destas influências numa perspetiva política, militar e económica, o autor e ativista político norte-americano oferece uma compreensão fundamental sobre os assuntos que dominam a atualidade mundial.

 

Créditos da Imagem: Wook

 

3.Tempos Difíceis, Charles Dickens

Quem aprecia a literatura de Charles Dickens, já está acostumado às temáticas de índole social e humanistas que o autor privilegia nas suas obras. “Tempos Difíceis” é tido em conta como uma das melhores criações de Dickens.

Coketown é a cidade britânica onde se localiza a ação da história. Habitantes escravizados pela Revolução Industrial, nos quais se contam adultos e, sobretudo, crianças, são as vítimas de uma opressão bem definida que Charles Dickens fez questão de retratar com este seu trabalho. Bounderby e Gradgrind são duas das principais personagens que acompanham o leitor nesta história de miséria e de luta num mundo onde a esperança tem um papel encoberto.

 

Créditos da Imagem: Wook

 

4.O Som e a Fúria, William Faulkner

Um dos mais incontestáveis clássicos deixados pela literatura norte-americana, “O Som e a Fúria” é uma obra com uma assinatura bastante peculiar. Considerado por muitos como uma leitura desafiante e que exige a devida perseverança por parte do leitor.

Composto por uma multiplicidade de vozes narrativas e embelezado por saltos temporais enriquecedores da obra, este legado de Faulkner foi, sem dúvida, fundamental para a consolidação da decisão que levou o autor a ser congratulado com o Prémio Nobel da Literatura em 1949.

 

Créditos da Imagem: Wook

 

5.Canto de Mim Mesmo, Walt Whitman

Walt Whitman, nascido em solo norte-americano em maio de 1819 foi um dos mais proeminentes mestres da poesia de todos os tempos. Aqui fica um excerto da obra, para apurar a curiosidade.

“Em mim vivem as vozes há muito tempo emudecidas,
Vozes de intermináveis gerações de prisioneiros e escravos,
Vozes de doentes e desesperados, de ladrões e anões,
Vozes de ciclos de gestação e crescimento,
E dos fios que liam as estrelas, e dos úteros e da seiva paternal,
E dos direitos dos ofendidos,
Dos disformes, triviais, simples, idiotas, desprezados,
Névoa no ar, escaravelhos que fazem rolar bolas de excrementos.”

 

Créditos da Imagem: Fnac.PT

 

6.Os Irmãos Karamazov, Fiódor Dostoiévski

O último romance produzido por Dostoiévski, “Os irmãos Karamázov” influenciou inúmeras das personalidades mais marcantes da História da Humanidade. Freud descreveu a obra prima do autor russo como “o maior romance de sempre”. A narrativa gira em torno de uma conturbada família russa, o patriarca Fiódor Pavlovitch Karamázov e os seus filhos, Dmitri, Ivan e Alexei.

 

Créditos da Imagem: Americanas.com.br

 

PROCURAS EXPLICADOR? CLICA NA IMAGEM EM BAIXO!

 

Este artigo foi escrito em parceria com o Jornal Pontivírgula.
Redatora: Carolina Gaspar