Mudar de casa: eis uma situação pela qual todos os estudantes deslocados já passaram ou irão passar. Pois bem, eu mudei de casa muito recentemente, e estou aqui para contar tudo.

Comecemos pelo início, normalmente, as nossas primeiras casas não costumam ser muito boas. Ou porque já sabíamos para onde íamos mas começámos a procurar demasiado tarde, ou porque só soubemos o nosso destino quando saíram as colocações, ou porque mudámos de cidade na segunda fase. O que acaba por acontecer é que procuramos à pressa, e ficamos na primeira casa que encontramos.

Com o passar do tempo, e com as idas às casas dos colegas, apercebemo-nos que eles têm casas mais novas, com melhores condições e com mais espaço. Notamos que é possível mudar para sítios melhores, ou mais baratos, ou para melhores e mais baratos. Perguntamos aos nossos amigos se sabem de quartos livres, prestamos mais atenção aos anúncios de quartos na zona e começamos a pensar seriamente na mudança.

Às vezes é possível, outras vezes não é. Tenho amigos que já visitaram mais de uma dezena de casas e não ficaram em nenhuma. Ou eram boas mas demasiado caras, ou mais baratas mas tinham piores condições. Fosse qual fosse o motivo, acabavam sempre por regressar, sem conseguir achar o que procuravam. Quanto a mim, tive sorte e encontrei o que pretendia: um quarto maior, uma casa com melhores condições e vizinhos menos barulhentos. No entanto, como ainda faltava colocar algumas coisas no quarto e eu já tinha pago aquele mês de renda na outra casa, ficou decidido que só me mudaria no mês seguinte. Teria um mês para avisar o senhorio e os meus colegas de casa.

O tempo foi passando, até que chegou o dia da mudança. Nesse dia eu estava feliz. Feliz porque ia mudar para melhor, feliz porque iria conhecer novos colegas, feliz porque com esta mudança se abria um leque cheio de novas possibilidades. Cheguei a casa, depois das aulas e meti tudo dentro de sacos. É incrível a quantidade de coisas que nós temos sem darmos conta! Roupa, comida, material escolar, tudo e mais alguma coisa. Em menos de uma hora, o que até ali tinha sido o meu quarto era agora um quarto vazio, igual ao que eu tinha encontrado meses antes, quando me mudei para lá. Carreguei tudo para o carro e fui para a nova casa.

Desta vez o processo foi ao contrário. À medida que ia arrumando as coisas, sentia que o quarto estava a deixar e ser um simples quarto e a começar a ser o meu quarto. Contudo, eu sabia que ainda ia demorar até ter o quarto ao meu gosto. Era preciso mudar a disposição de tudo, organizar as coisas nos sítios certos e comprar isto e aquilo. O que é certo é que eu estava muito contente pela mudança, porque finalmente estaria num espaço agradável e confortável, tal como as casas devem ser.

E bem, aqui estou eu, poucos dias depois de me ter mudado. Alguns problemas já foram resolvidos, outros ainda estão pendentes. Já comprei várias coisas, mas ainda faltam algumas. Estes dias têm sido cansativos, como é normal quando se muda de casa, mas tenho a certeza que tudo vai valer a pena. Vale a pena arriscar, sair da zona de conforto, mudar. Pode ser difícil, mas é certamente recompensador.

 

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