Mens sana in corpore sano, em português, dir-se-ia “mente sã em corpo são”. Esta expressão latina milenar é atribuída ao filósofo romano Juvenal, que a fez nascer no contexto de um dos muitos poemas que criou. “Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são” é o verso de que aqui se fala, e engane-se quem julga que Juvenal tinha, à época, bases científicas suficientes para lembrar ao mundo os benefícios do desporto para a mente, cujo cenário representa o contexto que qualquer um de nós assume hoje em dia sobre esta expressão. Contudo, foi no ano de 2015 que um estudo da Universidade de John Hopkins produziu uma possível explicação bioquímica por detrás desta observação do poeta romano. A descoberta científica foi publicada na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” e demonstrou que uma mesma proteína, denominada BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro) tem um papel importante igualmente na saúde mental e do coração.

Ora, com isto, pretende-se, assim, confirmar a importância do desporto para a manutenção de um estilo de vida saudável. E, sendo o desporto um aliado da mente, certamente que se torna um fator bastante pertinente no que toca à vida de um estudante, cuja atividade diária se centra, sobretudo, em esforço mental. Deste modo, surge assim em destaque o conceito de desporto universitário. Embora se trate, na raíz, de um desporto como qualquer outro, está envolto em todo o contexto académico que a situação exige. A nível nacional, as rédeas são tomadas pela Federação Académica do Desporto Universitário (FADU), um nome que talvez não soe familiar a muitos.

 

 

A FADU interpreta o desporto como uma “ferramenta na formação e educação” e incentiva e organiza o desporto no âmbito do Ensino Superior. Nascida a 2 de março de 1990, esta federação surgiu por vontade coletiva de associações de todo o país. Atualmente, conta já com mais de 10 mil praticantes filiados, distribuídos por 52 modalidades que juntam mais de 100 clubes e 540 equipas.

Do andebol ao xadrez, ou do bridge ao pentatlo moderno, passando ainda pelo taekwondo, pelo karting ou ainda o bilhar, as vertentes do desporto académico pretendem induzir a promoção de espírito competitivo, de equipa e de fair-play. Além disso, a FADU ambiciona desenvolver o convívio e intercâmbio dos alunos universitários portugueses a nível nacional e internacional, integrando a Associação Europeia do Desporto Universitário (EUSA), bem como enquanto membro oficial da Federação Internacional do Desporto Universitário (FISU).

Anualmente, esta entidade organiza mais de 80 campeonatos nacionais universitários e 22 regionais e aponta oficialmente 323 títulos nacionais universitários. Embora os títulos sejam uma boa motivação, a verdade é que muitas mais razões há para incluir o desporto na vida académica, e agora aqui tens até uma boa forma de o encontrar. Até porque, como dizia um certo filósofo romano, devemos procurar uma “mente sã em corpo são”.

 

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Este artigo foi escrito em parceria com o Jornal Pontivírgula.
Redatora: Carolina Gaspar