Realiza-se esta sexta-feira, 15 de março, uma Greve Climática Estudantil em mais de 100 países, incluindo Portugal. Jovens estudantes de todo o mundo apelam à tomada de medidas contra as alterações climáticas, seguindo a iniciativa de Greta Thunberg, a ativista sueca de 16 anos nomeada para o Prémio Nobel da Paz.

Greta serviu de inspiração para o movimento em todo o mundo, incluindo no nosso país, onde os jovens decidiram faltar às aulas a 15 de março, exigindo uma atuação do Governo relativamente às alterações climáticas. O objetivo é mostrar como este é um problema que impõe a adoção de medidas urgentes e protestar contra a inação dos líderes mundiais.

“Vamos continuar a manifestar-nos até que os políticos deixem de falar e começarem a agir. O tempo para conversas acabou, temos de tomar medidas para acabar agora com as alterações climáticas.” Estas foram as palavras do jovem ativista Finlay Pringle, de 11 anos, esta quarta-feira, 13 de março, quando 60 jovens representantes dos movimentos School Strike For Climate e Fridays For Future, de 18 países, compareceram à sessão plenária no Parlamento Europeu em que se discutiram as alterações climáticas.

 

O que vai acontecer em Portugal?

Em Portugal, seguindo o movimento School Strike For Climate, estavam planeadas inicialmente manifestações em Lisboa, Porto e Coimbra. Já se juntaram ao movimento mais de 26 locais, incluindo Viana do Castelo, Chaves, Portalegre e Torres Vedras. As concentrações acontecem todas às 10h30 de sexta-feira, 15 de março.

Matilde Alvim, Margarida Marques, Rita Vasconcelos, Duarte Antão, Beatriz Barroso e Carolina Silva são alguns dos organizadores do movimento em Portugal. Os seis jovens, de idades entre os 16 e 20 anos, foram ouvidos no Ministério do Ambiente, em Lisboa, esta terça-feira, 12 de março, e têm vindo a organizar-se através das redes sociais.

O objetivo desta greve é chamar a atenção das entidades governamentais para urgência deste problema. Os jovens exigem “ao governo que faça da resolução da crise climática a sua prioridade, cumprindo com seriedade o Acordo de Paris e as metas ambientais estabelecidas pela União Europeia”, como pode ser lido no site oficial do movimento.

 

 

O que acontece no resto do mundo?

Jovens de todo o mundo planeiam manifestar-se para que sejam tomadas medidas sérias relativamente à crise do clima. É através da internet que se vai construindo o movimento internacional, conhecido pelas hashtags #SchoolStrike4Climate e #FridaysForFuture. No Twitter, Greta Thunberg partilhou que farão parte desta greve climática pelo menos 105 países. “Amanhã fazemos greve na escola pelo nosso futuro. E vamos continuar a fazê-lo pelo tempo que for necessário. Os adultos são mais que bem-vindos a juntarem-se a nós. Unam-se por trás da ciência”, escreveu a ativista.

A Amnistia Internacional já declarou apoio e solidariedade a esta iniciativa. A Secretária Geral da Amnistia Internacional, Kumi Naidoo, disse, em comunicado, que “este é um importante movimento de justiça social que está a mobilizar milhares de pessoas para pacificamente exigirem aos governos que ponham um fim às alterações climáticas”.

 

Quem é Greta Thunberg?

Greta é uma ativista de 16 anos que foi nomeada para o Prémio Nobel da Paz. Começou a sua luta quando tinha oito anos. Aos 15 falou na Cimeira do Clima das Nações Unidas, como representante da Climate Justice Now! Ficou conhecida por, no ano passado, se ter sentado todos os dias nas escadas do Parlamento sueco, a fazer uma “greve à escola contra as alterações climáticas.” Depois, passou a fazer essa greve apenas à sexta-feira, protestando “contra a inação dos países no que toca às alterações climáticas”, como justificou num artigo de opinião no The Guardian.

Defende que os líderes mundiais devem cumprir o Acordo Climático de Paris e afirma preocupar-se com a “justiça climática” do planeta. A jovem ativista já referiu também que tem Asperger, algo que a faz olhar para o mundo “a preto ou branco”.

Assiste aqui à brilhante talk de Greta:

 

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Este artigo foi escrito em parceria com o Jornal Pontivírgula.
Redatora: Carolina Correia