O início do segundo semestre significa, para muitos alunos universitários, a elaboração das candidaturas ao programa Erasmus, e com isso, o nascimento de ainda um outro tipo de stress.

A escolha do Erasmus não é um problema para toda a gente. Estar de partida é relativamente stressante para todos, e saber se fomos aceites no país que escolhemos também. Mas falemos um pouco do stress que levanta fazer essa escolha.

Há quem já saiba desde sempre que quer fazer Erasmus em Milão e comer um gelado em frente ao Duomo ou ir para Amesterdão andar de bicicleta. Mas, há também quem esteja completamente perdido, e não saiba mesmo por onde começar, e isso por um número diverso de razões: entre a ansiedade de conseguirmos fazer as cadeiras todas e de ter de viver num país totalmente diferente, aparecem também as preocupações de sabermos falar suficientemente bem a língua na qual vamos estudar e dos custos adicionais que os pais se vão ver, por vezes, aflitos por  pagar, mesmo com a bolsa.

Todos sabemos que muitos dos alunos que partem em Erasmus não completam as cadeiras todas e deixam algumas, às vezes até muitas, por fazer. Podem não haver equivalências, a universidade pode não estar bem preparada para receber alunos de Erasmus… Ou podemos acabar por desistir de algumas cadeiras por estarmos entretidos com a descoberta de um novo país e de um novo tipo de independência.

 

Erasmus: o primeiro passo é saber o que queremos

 

Uma coisa é certa: não se pode prever tudo. O dinheiro pode-se revelar mais difícil de gerir, as cadeiras podem afinal ser uma grande seca e a localização do alojamento, que parecia tão perto da faculdade, pode averiguar-se ser difícil de acesso. De modo a evitarmos ao máximo esses imprevistos e a não estarmos tão nervosos, devemos organizar-nos ao máximo.

Um dos fatores mais estressantes da escolha é ter companhia. Nunca aconselharia ninguém a ir sozinho – há quem não tenha problemas com isso, claro, mas ir com alguém pelo menos conhecido ajuda imenso. E por isso mesmo é que é preciso tentar perceber realmente para onde queremos ir e não só seguir os amigos. Se queremos ir exatamente para o mesmo sítio que o nosso melhor amigo, ainda bem. Mas se ele quer absolutamente ir para um sítio que não nos interessa, e nós só vamos por ele… há um problema.

Devemos fazer a escolha que achamos certa primeiro, e depois ver quem vai. Falar com pessoas que já estiveram no sítio onde queremos ir também nos ajuda a percebermos melhor o que queremos.

O ideal é fazer, para cada sítio onde queremos ir, um quadro onde descrevemos os custos, as cadeiras, a língua de estudo, os requerimentos, quem vai, as oportunidades que nos proporciona o sítio a nível cultural e académico e, claro, o nível de interesse que achamos ter pelo país ou cidade. É a junção desses fatores combinados que nos pode ajudar a decidir onde ir – não nos devemos focar apenas num.

Parece um conselho óbvio, mas a verdade é que muito do stress que sentimos quando estamos confrontados com uma escolha vem de não estarmos realmente a escolher aquilo que queremos. Já temos tanta coisa em que pensar quando estamos a organizar o Erasmus, que começarmos por perceber o que queremos é, sem dúvida, o melhor a fazer.

 

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Este artigo foi escrito em parceria com o Jornal Pontivírgula.
Redatora: Leonor Terenas