Salzburgo tem pouco mais que 100 000 habitantes, mas consegue ainda assim oferecer uma boa variedade a nível de museus. Nos primeiros fim de semanas decidi que iria  ver a totalidade dos museus de Salzburgo.  Uma tarefa ambiciosa, sem dúvida. Enfim, não posso dizer que consegui visitar todos, mas vi mesmo muitos.

Comprámos a “Salzburg Card”, passe que dá acesso a todos os museus e que funciona também como bilhete de autocarro (embora não para todas as linhas), e que oferece descontos noutras actividades. Compra-se nas recepções dos hotéis, nos postos de informação turística e online.

É válido por  24, 48 ou 72 horas, e o preço varia entre 26, 34 e 39 euros respectivamente.

Comprei por duas vezes o de 48 horas, e, como fiz uma média de cinco ou seis museus por dia, acabou por compensar bastante (poupei quase 60 euros no primeiro dia).

Não vos vou descrever todos os museus a que fui, mas vou falar dos que achei mais
interessantes, sem ordem especifica, e de mais uma ou outra actividade. Aqui vamos nós…

 

 

1) Casas de Mozart (Mozarts Geburtshaus e Mozarts Wohnhaus)

Foi em Salzburgo que Mozart nasceu, e é aqui que podemos encontrar duas das casas onde viveu com a sua familia. É pela música e pelos famosos Festspiele, festivais de teatro, que muitos turistas vêm a esta cidade austríaca durante o verão. Aconselho a usar audioguide e a comecar pela Mozarts Geburtshaus.

 

2) Museu da Fortaleza de Hohensalzburg

Encontra-se no interior da fortaleza de Hohensalzburg, a maior fortaleza medieval totalmente preservada da Europa, e o museu conta a sua historia, assim como o estilo de vida da época. Também vale pela vista que tem sobre a cidade. Aconselho a apanhar o pequeno comboio até ao local e não ir a pé. Já lá fui das duas maneiras e não morri por usar as pernas, mas para quem não faz sempre desporto pode ser uma subida bastante desgastante.

 

3) DomQuartier Salzburg

É um conjunto de cinco museus. Compreende a Catedral e a Residenz, que era anteriormente o centro do poder dos príncipes-arcebispos, bem como a Abadia Beneditina de São Pedro e várias coleções focadas na história barroca da cidade.

É muito grande, mas faz-se bem numa manhã. Nesse dia consegui ver isso tudo e ainda mais quatro outros museus  – com algum esforço…

 

4) Museu de Historia Natural

Tem vários pisos onde é relatada a historia do nosso planeta desde o tempo dos dinossauros até o futuro. Tem também uma zona dedicada a aquários e animais subaquáticas, outra dedicada aos repteis e por fim outra centrada no corpo humano. Integra também  o centro de ciências e tecnologia, que é uma espécie de Pavilhão do Conhecimento, com actividades interactivas e tudo mais.

É um museu mais old school, mas interessante, e, apesar de grande, é menos pesado a nível de conteúdo que o DomQuartier.

 

 

5) Museu de Arte Moderna

Encontra-se no topo da montanha Mönchsberg, mas é acessivel através de um elevador.  Tem quatro pisos no total, e expõe  peças de arte moderna e contemporânea de artistas de renome internacional, bem como exposições temporárias. Neste momento, tem patente uma exposição do artista Ernst Ludwig-Kirchner, até Junho de 2019.

 

6) Museu de Salzburgo

Conta-nos a historia dos príncipes-arcebispos de Salzburgo, e a forma como estes moldaram a cidade e a província de várias maneiras, assim como a influência de outros personagens que ajudaram a enriquecer a cidade. Integra ainda outra parte que é dedicada aos “Mythos Salzburg”, focada em particular no desenvolvimento artístico, cultural e histórico de Salzburgo na era moderna.

Não achei que fosse o museu mais interessante de todos, mas faz uma boa introdução à historia da cidade e por isso vale a pena.

 

7) Museu da cerveja

É o museu da cervejaria Stiegl, a maior cervejaria privada da Áustria. Explica os processos através dos quais é feita a cerveja, e tenta fazê-lo de modo interativo, embora eu não tenha a certeza que esse aspecto esteja muito conseguido. Pelo menos tem-se direito a uma cerveja no
fim.

 

 

8) Vista das Montanhas

O teleférico de Untersberg, que custa 17 euros e está incluído na Salzburg Card, leva-nos ao topo das montanhas e a vista que temos vale mesmo a pena. Eu fui enquanto havia neve, e a paisagem é mesmo de cortar a respiração.

 

 

O que é que eu não aconselho?

O Museu Bibelwelt: diz ser uma experiência única na Europa e levar-nos numa viagem através de varias religiões… mas eu achei que nada fazia sentido. Fica situado numa antiga igreja, a entrada é por detrás de uma orelha gigante cor de laranja, …

O Panorama Museum: Para além de uma pintura com a vista da cidade, que realmente é bonita, apresenta uma exposição sobre os incêndios que houve em Salzburgo. Certo, é uma parte importante da historia da cidade, mas está tudo escrito em alemão e o tema é, a meu ver, de interesse relativo.

Há muitos mais, mas por agora, é isto que considero mais essencial.

 

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Este artigo foi escrito em parceria com o Jornal Pontivírgula.
Redatora: Leonor Terenas