Todos sabem que Erasmus é para estudar (sim, estudar) e viver a vida da festa, mas não só. Erasmus também é conhecer outras culturas e viajar, e muitas vezes daí surgem das melhores memórias.

O autocarro e o comboio são geralmente os transportes de preferência, tanto para viagens no interior do país como fora. Alugar um carro também poderia ser uma opção, mas depende do preço e de alguém que saiba guiar.

 

 

Alguns dos pontos de maior interesse na Austria são Viena – a capital, Innsbruck, Graz e Linz. As montanhas são sempre um destino popular, tanto pelos desportos de inverno como para apenas aproveitar a paisagem. Pessoalmente, ainda só fui a Viena, mas estou a planear visitar mais uma ou duas cidades estas férias.

Para além do próprio país, viver em Salzburgo permite viajar por muitos outros países europeus, e, só entre aqueles que fazem fronteira com a Áustria, já temos uma boa seleção. Viagens à Alemanha são muito propícias, assim como à República Checa, Eslováquia, Hungria, Croácia, Eslovênia, Itália e Suíça.

 

Qual é o plano?

Muitas pessoas optam por viajar a um só sítio durante um fim de semana, por exemplo – o que, se se quer ter uma experiência cultural em cheio, requer bastante planeamento. Parece um conselho chato, mas é verdade: planear é essencial (a não ser que se tenha falta de tempo ou se parta numa aventura espontânea, mas – agora mais seriamente, planear ajuda mesmo.)

 

O meu exemplo:

Para além da Eslováquia (Bratislava) que já visitei no passado, ainda só fui a Ljubljana, Eslovénia, e Trieste, em Itália. Foi uma viagem de cinco dias e quatro noites – mas foram basicamente dois dias e meio em Ljubljana e um dia em Trieste, Itália.

 

 

De Salzburgo a Ljubljana são mais ou menos 4 horas e meia de comboio. Passámos só um dia em Trieste – de Ljubljana, é uma hora e quarenta minutos de autocarro (Flixbus) até lá. Fomos e voltámos no mesmo dia.

A nossa viagem a Trieste poderia ter sido melhor planeada, mas o nosso objectivo era mais passear ao pé do mar e aproveitar o charme de uma cidade de porto. Por essa razão, não vou aconselhar nenhum sítio em Trieste (talvez só o castelo e o restaurante “Toasteria di Napoli”, que vende tostas ÓTIMAS.)

Quanto a Ljubljana, aqui ficam algumas coisas que podem ver/fazer em dois dias:

 

 

Para já, andem a pé. Há muitas coisas que se podem ver a passear. Tendo em conta que o centro se encontra à volta do rio Ljubljanica, prestem atenção às pontes: Ponte Tripla e ponte do Dragão, entre outras, que se podem ver à medida que vão andando pelo rio.

Passem pela Praça Preseren e  a Igreja Franciscana, também conhecida como “igreja vermelha,”  e pelo Mercado Central.

Vejam a Igreja de São Nicolau, as fachadas da Câmara Municipal e da Biblioteca Nacional, e deem uma volta pelo Parque Tivoli.

Em termos de museus, aconselho o Castelo de Ljubljana e talvez o museu Mestni, assim como a Galeria Nacional. Visitei outros como o Museu das Ilusões, mas acho-os de interesse mais relativo, embora também possam ser divertidos.

 

 

Há muitos sítios onde se pode beber cocktails relativamente baratos e bons – aconselho o bar Pritličje, onde cheguei a ir duas vezes. Em termos de comida, não consegui propriamente provar comida eslovena, mas comi num restaurante chamado Sokol que me recomendaram no hostel. Não foi mau, mas também não foi excelente. Um restaurante mesmo bom foi um mexicano, Joe Penas – mas pronto, é um mexicano.

Para terminar, aconselho-vos a entrarem numa loja de mel (há imensas), ou “med”, em esloveno, e provarem os diferentes sabores de mel que eles têm. Para eles, como disse a senhora da loja, é um “pretty big deal.”

 

PROCURAS EXPLICADOR? CLICA NA IMAGEM EM BAIXO!

 

Este artigo foi escrito em parceria com o Jornal Pontivírgula.
Redatora: Leonor Terenas