Na minha casa há pessoas felizes e há gente de todas as cores. Na minha casa, todos são tratados pelo nome e não pelo nome da sua cor, etnia ou país onde nasceu.

Na minha casa, os meus filhos são ensinados a amar muito mais com o coração do que os olhos, porque com os olhos apenas se vê, mas só com o coração é possível sentir.

Na minha casa há sempre mais um lugar na mesa, mais um prato e mais um copo para brindar.

Na minha casa não existe o lápis “cor de pele” porque a pele é de todas as cores. Na minha casa há altos e baixos, magros e gordos e há novos e velhos, crianças e adultos. Há passado e futuro e há o presente que se vive no aqui e agora.

Na minha casa todos os animais são respeitados, seja gato ou cão, grande ou pequeno, ande pela terra, pela água ou pelo ar.

Da minha casa vê-se o mar e ele é azul e límpido e à noite vêm-se as estrelas e pedem-se desejos. Da minha casa alcanço as planícies mais verdes e vejo o sol brilhar, enquanto aquece o meu rosto. Da minha casa sinto a chuva tocar as minhas mãos, as pétalas das rosas e as folhas das árvores que crescem ao meu redor. Da minha casa, vejo o céu azul, onde me perco, e sinto a brisa que corre e nos refresca.

Da minha casa vejo o mundo, porque o mundo é a minha casa e esta é a herança que deixo aos meus filhos para que possam continuar a sentir a beleza dos dias e a abrir as “janelas” que lhes permitirá ver o mundo, através dos seus olhos e a senti-lo através dos bater dos seus corações.

O mundo é a nossa casa e mesmo sem paredes erguidas, sem chão ou telhado, as janelas têm vista para a vida que nele habita.