Sempre que uma mãe sai de casa, sai também uma casa inteira…dentro da mala da mãe.

Na mala da mãe cabem os objetos e documentos pessoais, os documentos dos filhos, os boletins de saúde e de vacinas e ainda todos os papeis soltos ou recados das escolas dos pequenos. Cabe ainda a lista das compras, as faturas do supermercado, o bloco de notas e meia dúzia de canetas que se acumulam com os desenhos coloridos, ali deixados pelos filhos, como se de uma caixa de correio se tratasse.

Na mala da mãe, há ainda espaço para os lenços de papel já usados pelos miúdos, uma ou outra embalagem de bolachas já aberta e, quase sempre,  é o depósito oficial dos brinquedos que os miúdos levam na mão até ao final da rua, e que “surgem” depois, de forma misteriosa, dentro da mala da mãe.

A mala da mãe têm sempre uma moeda, para comprar gelados no verão, e para colocar nas ranhuras dos carrinhos musicais à porta dos cafés. Na verdade, a mala da mãe também tem sempre as toalhitas milagrosas que servem para limpar as mãos antes de comer.

Nos restaurantes é de dentro da mala da mãe que surgem as folhas de papel e os lápis de cor para entreter os miúdos antes e depois da refeição e é por isso que a mala da mãe não sai do seu alcance, mesmo que o empregado de mesa lhe sugira que a coloque no bengaleiro.

Se os filhos tiverem sede, da mala da mãe, sairá uma garrafa de água e se estiver muito sol, também estarão lá reservados o chapéu e o protetor solar.

A mala da mãe é, no fundo, uma cartola infinita de onde poderá sair até…um coelho. Afinal, a mala da mãe guarda, também, a carteira e as chaves do pai.

A mala da mãe é a casa móvel dos filhos, e para que fique bem definido quem ali manda, a mala da mãe está sempre bem identificada com as fotos dos pequenos na carteira, quase sempre junto dos “contactos em caso de urgência”.

A mala da mãe é sempre a mais pesada, mas tal como a mãe, é aquela que tem sempre o que é preciso, quando é preciso. A mala da mãe só não dá a abraços, mas quando se abre a mala de uma mãe, qualquer um poderá sentir que ali também vive amor.

 

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